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©2019 por Sexualidado do Casal | Psicoterapeuta Bruna Soarez | Brasil

+ Intimidade = - Sexo?

Nós não nos damos conta, mas o amor é um exercício de percepção seletiva. Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos, é comum relatarmos às amigas apenas as qualidades do nosso novo crush. E, não é qualquer qualidade: são exatamente as qualidades que julgamos necessárias para nós mesmas. Isso explica porque, muitas vezes, ninguém entende como uma pessoa se apaixonou perdidamente "por aquele ser".


Isso acontece com homens e mulheres. Percebemos seletivamente no outro aquilo que julgamos importantes para nós (muitas vezes, inconscientemente) e apagamos ou minimizamos aquelas características que retratam a imperfeição que todo ser humano tem.


Com o tempo, o amor se instala. E acontece algo muito curioso: Gostamos do modo como a outra pessoa nos vê. E ter alguém que nos enxerga com toda a perfeição do mundo e ignora boa parte de nossos defeitos, pode ser estimulante e nos leva a querer ser, realmente, o mais parecido com aquela idealização da pessoa amada. Aqui, abandonamos boa parte da nossa individualidade, dos amigos e nem nos damos conta que estamos privilegiando compromissos comuns ao casal em detrimento de outros. Na ânsia de fazer com que o relacionamento dê certo, buscamos agradar e conhecer nosso parceiro para termos a tão sonhada segurança de um relacionamento íntimo e duradouro.



O lado físico e o lado afetivo da vida a dois têm seus altos e baixos, cruzam-se, influenciam-se, mas são independentes.

O problema é que ninguém deseja aquilo que tem. Que conhece por inteiro. Não há como estabelecer uma ligação prazerosa daquilo que já virou um só. E o desejo sexual começa a diminuir. Muitas vezes, pensamos que "só posso estar ficando louca afinal, eu amo este homem. Como é que passamos a transar quase nunca?"


E, na maioria das vezes, não é loucura, não. Há amor. Muito amor. E também satisfação afetiva por estar há muitos anos ao lado daquela pessoa e ter realizado muitos sonhos, construído uma família, etc... O que fazer?


Alguns recorrem à traição para poder se sentir eroticamente vivo. Como consequência, pode ocorrer o divórcio. Mas, na verdade,


para trazer a sensualidade novamente para dentro de casa, precisamos recriar os espaços que fizemos todo o esforço para preencher. Inteligência erótica é criar distância e depois dar vida a esse espaço.

Não estou sugerindo que você se afaste do seu parceiro. Não se trata de distanciamento psicológico. Na verdade, ao invés de se distanciar do parceiro, comece ou retome a intimidade pessoal consigo mesma. Muitos casais se acomodam no conforto do amor, deixam de abanar a chama do desejo e se esquecem que o fogo, quando cercado, se extingue.

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