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©2019 por Sexualidado do Casal | Psicoterapeuta Bruna Soarez | Brasil

Traição tem perdão?

A infidelidade é considerada a maior das traições. Mas tem de ser assim? Ela deve ser mesmo um sinal de que o relacionamento chegou ao fim?


A traição amorosa é traumática porque ela ameaça nossa segurança emocional. Mas até que ponto esta segurança emocional é efetivamente curada com o divórcio?


O discurso contemporâneo resume a infidelidade da seguinte forma: a infidelidade é um sintoma de um relacionamento deu errado. Os homens traem por tédio e medo de intimidade; as mulheres traem por solidão e se de intimidade.


É comum as pessoas verem um caso como um trauma sem volta, e de fato, certos casos são um golpe mortal em um relacionamento. Porém, outros podem inspirar mudanças que eram tremendamente necessárias. A traição corta fundo, mas a ferida pode ser curada.





A nova vergonha


Divórcio. Se você está pensando em ter um caso, peça divórcio. Se está tão infeliz ao ponto de trair, está infeliz ao ponto de cair fora. E se seu companheiro tem um caso, ligue para o advogado agora mesmo!


Já reparou que, quando pesquisamos sobre formas de lidar com traição, só encontramos conselhos do tipo: “Siga em frente! Não olhe para trás! Se ele pulou a cerca uma vez, fará de novo! Dê o fora nele!”?


O maior problema é que nenhum destes conselhos leva em consideração que muitas vezes ainda há um sentimento bem forte em relação ao companheiro e que pode ser, sim, recíproco. Há uma vida inteira planejada. Muitas vezes, há filhos. Parece que todas as pessoas para as quais se relata uma situação de adultério, automaticamente julgam o outro como um lixo e que os sentimentos do traído para com aquela pessoa foram equivocados.

E relatar sobre esse sentimento também transforma a parte traída em alguém resumido à “aquelas mulheres de deixam o marido sair impune depois de uma traição”. Se escolher perdoar, deverá aprender a lidar com essa “culpa”.


A maioria das mulheres de hoje, é financeiramente independente e tem alternativas, ao contrário das inúmeras mulheres que não tinham opção diante de privilégios patriarcais do marido. E, justamente por viver sob uma declaração de direitos diferentes, nossa cultura exige que estas mulheres os exercitem.


Antigamente, o divórcio carregava o estigma todo. Agora, escolher ficar quando se pode partir é a nova vergonha.

O maior exemplo mundial disso é Hilary Clinton. Muitas mulheres que a admiram nunca se conformaram com a decisão que ela tomou de continuar com o marido apesar de ter a possibilidade de largá-lo. Afinal, “cadê seu amor-próprio?” Giovana Ewbank também é um exemplo.


Obviamente, há momentos em que o divórcio é inevitável, sensato ou simplesmente o melhor desenlace para todos os envolvidos. Mas será a única opção honrada?


A pressa em pedir divórcio não dá espaço para erros, para a fragilidade humana. Tampouco dá espaço à reparação, à resiliência e à recuperação.


No final das contas, o problema das conversas sobre infidelidade carregadas de críticas, acusações e repreensões é que elas impedem qualquer possibilidade de entendimento mais aprofundado, e, portanto, de esperança e cura – juntos ou separados. A vitimização torna casamentos mais frágeis. Não ganhamos nada cultivando sentimentos amargos, vingativos e desagregadores.


Embora a infidelidade tenha se tornado um dos principais motivos de divórcio, a verdade é que um grande número de casais continua junto.


Pesquisas apontam que, no Ocidente, a maioria das pessoas terá entre dois e três relacionamentos ou casamentos duradouros significativos. E, alguns os terão com a mesma pessoa. Quando há uma traição, é sinal de que o primeiro casamento acabou. Resta saber se o casal gostaria de criar o segundo juntos.


Se você está passando por situações semelhantes e precisa de ajuda, o que acha de agendar uma consulta? Envie uma mensagem para 11 956504345.

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